Na manhã desta sexta-feira, 17 de fevereiro, os familiares dos policiais militares presos arbitrariamente após o termino da greve, foram às ruas do Centro Histórico de Ilhéus protestar a favor da libertação dos seus entes. Durante a passeata não faltaram críticas ao governador Jaques Wagner e acusações de que o governo baiano “sequestrou” os policiais quando estes se apresentaram ao Comando Regional de Policiamento e não retornaram mais para casa.
O ato percorreu as principais ruas da cidade e terminou em frente ao Palácio Paranaguá, sede do governo municipal. Manifestantes portavam faixas cobrando mais respeito com os policiais detidos e suas famílias. “Por que aprisionar quem garante a nossa liberdade?”, indagava um deles.
A 1º tesoureira da ADUSC, professora Marlene Dantas, esteve presente na manifestação representando a entidade, levando apoio e solidariedade às famílias dos policiais presos injustamente. Grande parte da população também compareceu para apoiar a iniciativa.
Diante deste cenário, a diretoria da ADUSC repudia o caráter autoritário e intransigente do governo Wagner com a Polícia Militar da Bahia e sua política de sucateamento dos serviços públicos. Repudia também a determinação da Justiça Militar em expedir mandato de prisão aos policiais militares que participaram do movimento grevista.
Na madrugada do dia 2 de fevereiro, a Polícia Federal, invadiu a Comunidade Indígena Tupinambá do Acuípe de Baixo (área de retomada), localizada a 30 km de Ilhéus para cumprir mandado de reintegração de posse, mesmo com a publicação da decisão do STJ que suspendia todas as reintegrações de posse no território. Os índios afirmaram ter um acordo com a Justiça Federal, o qual garante que as áreas retomadas há mais de 2 anos não sofreriam Ação Judicial.
Segundo depoimento do cacique Val, da aldeia do Acuípe de Baixo, a Polícia Federal agiu com brutalidade e violência desmedida, retirou crianças de colo, idosos, mulheres e adolescentes de suas moradias, mesmo com a chuva que caía no momento da ação.
O cacique relata que o prejuízo foi muito grande, foram destruídas 15 casas de alvenaria, 05 casas de madeiras, e muitas ocas de palha; os pertences dos índios foram colocados a beira da BA 001 e 32 famílias foram desabrigadas. No momento, uma parte da comunidade está alojada em barracas improvisadas e a outra parte está, provisoriamente, numa pequena escola da região até o retorno das aulas, momento em que ficarão mais uma vez sem abrigo. Leia mais
Durante os dias 15 a 20 deste mês, a cidade de Manaus (AM) será sede do 31º Congresso do Andes-SN. Docentes de todo o país se reunirão para debater a conjuntura política nacional e internacional, educação e direito dos trabalhadores.
A metodologia do evento foi dividida para ser realizada em atividades com grupos mistos, a preparação e a realização das plenárias. Serão debatidos o movimento docente e conjuntura; a centralidade da luta; políticas sociais – política educacional, gerais e direitos e organização dos trabalhadores; questões organizativas e financeiras; plano de lutas – geral, educação, direitos e organização dos trabalhadores; plano de lutas – setores.
A síntese das discussões constituirá o plano de lutas do Andes-SN para 2012 e também pautará as ações do Sindicato ao longo do ano.
A ADUSC participará do evento e 2 delegados representarão a entidade no Congresso do Sindicato Nacional. Os delegados foram eleitos pela base da categoria durante Assembleia Geral, realizada no dia 13 de dezembro de 2011.
Para a diretoria da ADUSC, é fundamental a participação da entidade no congresso que é considerado o encontro mais importante do ANDES-SN. Além disso, trata-se de um momento oportuno para se discutir a atual situação da educação brasileira e a privatização de setores estratégicos, como a saúde e a educação. Leia mais