Inauguração do Hospital Regional da Costa do Cacau foi marcada por protestos dos professores da UESC

Com indicativo de greve aprovado, professores tentaram diálogo com o governador e denunciaram descaso com as Universidades Estaduais Baianas (UEBA)

Professores da UESC e Policiais Civis protestam na entrada do Hospital Regional Costa do Cacau.
Professores da UESC e Policiais Civis protestam na entrada do Hospital Regional Costa do Cacau.

Munidos de faixas e panfletos, os professores da UESC realizaram manifestação durante a inauguração do Hospital Regional da Costa do Cacau para denunciar a crise orçamentária, o desrespeito aos direitos trabalhistas e a corrosão salarial imposta pelo governo Rui Costa.  Policiais Civis também apresentaram suas reivindicações durante a cerimônia.

Apesar do crescimento no Produto Interno Bruto (PIB) baiano ser dez vezes maior que o nacional, os cortes no orçamento para manutenção, custeio e investimento das UEBA, entre 2013 e 2016, já chegam à R$ 213 milhões.  Há dois anos sem a reposição inflacionária, os docentes já acumulam uma perda de 20% nos salários, e os direitos trabalhistas são constantemente desrespeitados.

Com a pauta protocolada desde dezembro de 2016, os professores enfrentam o silêncio e o descaso do governo que se nega a receber a categoria para dialogar. Ao tentar acompanhar a inaugurarão do hospital, juntamente com os policiais civis, foram impedidos de entrar, mesmo assim, mantiveram a manifestação e estabeleceram o diálogo com a população que chegava para participar da cerimônia.

WhatsApp Image 2017-12-15 at 19.29.43Segundo o presidente da ADUSC, José Luiz de França, a manifestação foi importante, porque demonstrou à sociedade a disposição da categoria para dialogar com o governo e, mais uma vez, denunciou o que está acontecendo com as universidades. “A situação imposta às universidades é grave e estamos sensibilizando a sociedade para fazer parte desta luta, enquanto tentamos o diálogo com o governo, mas o descaso está chegando ao limite, e não hesitaremos em radicalizar a luta se necessário”, afirma França.

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