Estão abertas as inscrições para o Seminário Nacional do MML “Mulheres Pretas têm História”

Interessados poderão se inscrever até 15 de julho e as vagas são limitadas

 

cartaz mulheres pretas têm história

Nos dias 23 e 24 de Julho será realizado o 1º Seminário Nacional do Movimento Mulheres em Luta (MML) “Mulheres Pretas têm História”.  As vagas são limitadas para 300 participantes e podem ser realizadas até o dia 15 de julho. O movimento produziu um site com informações sobre como se inscrever, coma a programação e muito mais. Veja aqui 

 

O Seminário, que terá caráter de formação, foi parte das deliberações do 1º Encontro Nacional da entidade e será de grande importância para o avanço em uma atuação de gênero, raça e classe.

 

O MML parte da compreensão histórica de que o sistema escravista deixou resquícios nefastos para os negros e as negras, até os dias de hoje. Seja na manutenção da população negra nas condições sociais mais rebaixadas e nos postos de trabalho de maior exploração e precarização. Seja na reprodução da ideologia do mito da democracia racial, que faz com que a sociedade brasileira, incluindo dirigentes sindicais e movimentos sociais, não considere as diferenças estabelecidas entre negros e não negros no cotidiano.

 

No caso das mulheres negras, a situação é ainda pior, pois a combinação do machismo e do racismo impõe um grau de opressão e exploração absurdo, que se reflete também na organização para lutar, separando as mulheres negras dos movimentos feministas gerais.

 

Entendendo que somos um movimento de mulheres trabalhadoras, é necessário que assumamos a tarefa de superar essa condição e avançar na organização de um programa e uma entidade na qual as mulheres negras tenham voz e possam se sentir representadas, sem a pretensão de substituir qualquer forma organizativa própria do feminismo negro ou dos movimentos de luta pela questão racial.

 

Nesse sentido, o Encontro constituirá um espaço de formação, debate e troca de conhecimentos e experiências. Paralelamente, será também uma forma de saudar a coragem e disposição de luta demonstradas pelas mulheres negras ao longo da história, liderando quilombos e terreiros; preservando os elementos africanos na cultura brasileira; sendo o sustento da família negra no período pós-abolição e até os dias de hoje, em que muitas delas criam seus filhos sozinhas.

 

A partir daí, farão parte do debate temas como a identidade e resistência da mulher negra, o machismo e o racismo no mundo do trabalho e no sindical, as religiões de matrizes africanas, assim como as formas culturais de resistência.

 

Em um momento em que as mulheres negras são vanguarda em lutas importantes da classe trabalhadora e da juventude, esse seminário ganha um destaque ainda maior, pois “Mulheres pretas têm e continuam fazendo história”.

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