ANDES-SN repudia condução coercitiva na UFMG

imp-ult-836869960Na última quarta-feira (6), oito dirigentes e servidores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) foram levados para prestar depoimento de forma coercitiva na sede da Polícia Federal (PF) em Belo Horizonte (MG). A diretoria do ANDES-SN divulgou nota repudiando a condução coercitiva.

Entre as pessoas coagidas estavam Jaime Arturo Ramirez e Sandra Regina Goulart Almeida, reitor e a vice-reitora da UFMG, respectivamente, e Alfredo Gontijo de Oliveira, presidente da Fundep. A operação batizada de “Esperança Equilibrista” investiga supostos desvios de recursos públicos na implantação do Memorial da Anistia Política – projeto financiado pelo Ministério da Justiça e executado pela UFMG, intermediado pela Fundep, fundação privada “dita de apoio”.

Diversas entidades, intelectuais, movimentos sociais e membros da comunidade acadêmica vêm manifestando repúdio a exposição de pessoas à execração pública e a uma condenação social prévia, como também apoio e solidariedade aos servidores.

O ANDES-SN divulgou no dia seguinte ao abuso policial, uma nota em repúdio a operação da PF e afirmou que a ação fere direitos fundamentais das pessoas e, também, é parte de uma tentativa de desmonte do Estado brasileiro, atacando o serviço público, bem como os servidores dessas instituições.

“Os ataques às Universidades Públicas vão desde os sucessivos cortes e/ou contingenciamento de verbas, perseguição à(o)s que lutam, imposição de cerceamento da liberdade de expressão de professore(a)s, propaganda enganosa buscando desmoralizar o(a)s servidore(a)s e criminalizar o movimento sindical. Durante o ano de 2017, tivemos vários casos de ações arbitrárias proferidas pela justiça e/ou Ministério Público, que impetram ações espetaculosas, como a condução coercitiva, em explícita tentativa de desmoralização da Universidade Pública”, diz a nota.

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do Ministério Público Federal, também divulgou nota sobre a operação da Polícia Federal na UFMG e fez uma critica ao “uso exagerado das medidas coercitivas, especialmente, no ambiente da academia, a qual goza de autonomia constitucional”.

Com informações da UFMG e imagem de Jornalistas Livres.

Fonte: ANDES-SN

 

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