CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA

No uso de suas atribuições, que lhe confere o Art. 22 do Regimento Geral, a diretoria da ADUSC/Seção Sindical do ANDES/SN, convoca a todos os associados para Assembleia Geral a realizar-se no dia 03.10.2013 (quinta-feira), às 14:30h em primeira convocação e às 15h em segunda, no CEU (Térreo do Pavilhão Adonias Filho), com pauta única:

– Informes;
– Aprovação do regimento eleitoral;

– Dia Estadual de Luta (09/10): indicação de paralisação;

– O que ocorrer.

 

Campus Soane Nazaré, 30 de Setembro de 2013.

 
Carlos Vitório de Oliveira

Presidente da ADUSC

 

 

Fórum das Doze discute orçamento das UEBA nesta quinta-feira

Se a escassez dos recursos destinados as Universidades Estaduais da Bahia (UEBA) já é preocupante, a situação pode se agravar com a proposta de orçamento do Governo Wagner que diminui ainda mais as verbas para custeio e investimento das universidades em 2014.  Indignado com a situação, o Fórum das 12 (composto por representantes docentes, estudantis e de funcionários administrativos) volta a se reunir nesta quinta-feira (26). Na reunião, agendada para 9 horas na sede da ADUFS, em Feira de Santana, as três categorias vão discutir o Dia Estadual de Luta, marcado para 9 de Outubro, nas quatro universidades.

O Dia Estadual de Luta tem como objetivo envolver toda a comunidade universitária na reivindicação de no mínimo 7% da Receita Liquida de Impostos (RLI), que também faz parte da pauta docente protocolada em 2012. Desrespeitando a reivindicação, que também é defendida pelo Fórum de Reitores, o Governo pretende destinar apenas 4,92% da RLI para as UEBA em 2014. O percentual é 0,06% menor que o deste ano, e demonstra claramente o desmonte imposto pelo governo Wagner a Educação Pública Superior da Bahia.

Para fortalecer a luta por maior investimento nas UEBA, o Fórum das ADs prepara um dossiê contendo informações relativas ao quadro de pessoal insuficiente (docentes e técnico-administrativos), a falta de uma política de permanência estudantil, infraestrutura inadequada (salas de aulas, laboratórios, espaços para desenvolvimento das atividades acadêmicas, creches, unidades de saúde), dificuldades para execução de pesquisa e extensão, dentre outros aspectos que denunciam os impactos da falta de investimento adequado para as universidades.

Nesta perspectiva, a ADUSC solicitou (veja aqui) aos departamentos e demais setores responsáveis que enviem, até a próxima quarta-feira, o relatório contendo suas demandas específicas. Estas e outras ferramentas de mobilização serão discutidas pelo Fórum das ADs, também na quinta-feira, durante a tarde. Na oportunidade também será pautada a reunião do GT Carreira com a CODES, agendada para segunda-feira (30), e as ações contra o Decreto 14.710/2013.

Entidades promovem ato em apoio à luta do Povo Tupinambá

As atividades devem substituir a V Trajetória/Seminário Índio Caboclo Marcelino, evento adiado por conta da violência gerada por aqueles que são contra à demarcação do território na próxima quarta-feira (25), a partir das 9h, no Centro Cultural de Olivença (próximo ao Balneário de Olivença).

Leia abaixo a carta convocatória da comissão organizadora.

DE 25 À 29 DE SETEMBRO DE 2013 – OLIVENÇA/ILHÉUS/BAHIA

“Ama mba’é Taba Ama / Supy Atã Tupã / Ama mba’é Taba Ama / Amaé Tupã Piain Ndêtã / Ama mba’é Taba Ama / Ama Paui Betã / Ama mba’é Taba Ama / Taba Tupinambá”

Território Indígena Tupinambá de Olivença, 13 de Setembro de 2013

Da: Comissão Organizadora dos Atos de Apoio ao Povo Tupinambá & APAITO – Associação Beneficente de Cultura Sustentável e Promotora da Pesca e do Artesanato dos Índios Tupinambá de Olivença.

Este ano precisamos adiar a V Trajetória/Seminário Índio Caboclo Marcelino por causa da violência gerada por aqueles que são contra à demarcação do território Tupinambá. Porém, em seu lugar iremos realizar ATOS DE APOIO AO POVO TUPINAMBÁ E CONTINUAREMOS A PARTICIPAR DA XIII CAMINHADA TUPINAMBÁ.

O Povo Tupinambá historicamente habitou grande parte do litoral brasileiro, incluindo a região de Olivença. Este Povo ainda resiste após 513 anos da chegada dos portugueses, de invasões, imposições socioculturais, expulsões, massacres e prisões. O Massacre no Rio Cururupe comandado pelo então governador geral da Bahia (Mem de Sá) no século XVI e a Revolta do Índio Caboclo Marcelino entre as décadas de 1930-1940 são demonstrações, ao mesmo tempo, das ações dos que desejavam o território indígena, bem como, da resistência Tupinambá.

Devemos nos orgulhar deste Povo Originário que ainda resiste às ações de violência, difamação, criminalização e perseguição. Os Índios de Olivença são os legítimos herdeiros das terras ancestrais. Aqueles que dizem “não existir Índios em Olivença”; esquecem desta história e não querem enxergar aquela população local. Aqueles que dizem “para que os índios querem tanta terra se não produzem”; não desejam entender que o modo de cultivar a terra dos Índios é totalmente diferente daqueles que só desejam a mesma para exploração agrícola, pecuária e mineral.

Falamos de Território porque este sentimento vai além de enxergar a terra como uma mercadoria. O território é sagrado porque nele estão os ancestrais e os encantados. Onde existem Índios a natureza é preservada. Olivença ainda mante parte de sua natureza graças a presença Indígena. Eis aqui mais uma boa razão para apoiar a imediata demarcação do Território Indígena Tupinambá.

Em 2002 ocorreu o reconhecimento étnico e em 20/04/2009 foi publicado no Diário Oficial da União o Relatório Circunstanciado de Delimitação da Terra Indígena Tupinambá de Olivença pela FUNAI. Já se passaram mais de cinco anos desde a publicação do Relatório Demarcatório feito pela FUNAI. Porém, não podemos esquecer que são mais de 513 anos de Luta e Defesa do Território Originário.

A demora do governo e da justiça federal em apresentar o parecer final tem feito os Índios de Olivença a realizarem a justa Autodemarcação de seu Território através de Retomadas legitimas. Por isto pensamos que o governo e a justiça federal são os principais culpados pela situação de atrito existente em Olivença e região.

A imprensa, ruralistas e as elites locais, por sua vez, criaram um clima de guerra contra os indígenas. Além de invasores, agora estamos sendo vistos cada vez mais como ladrões, criminosos e bandidos. Em alguns lugares (comércio, ponto de ônibus etc) sentimos o clima contrário a nossa presença. A situação é pior ainda na Serra do Padeiro, Buerarema e Áreas de Retomadas onde os conflitos são físicos (carros da SESAI e IFBA queimados, tiros, aulas suspensas nas Escolas Indígenas, etc). Existem notícias de pistoleiros. Todos nos sentimos alvos de humilhações e de possíveis pistoleiros.

Por isto solicitamos seu apoio na divulgação e presença nas ações que irão ocorrer entre os dias 25 a 29 de setembro de 2013, conforme expressas a seguir. Sua presença é como uma resposta para aqueles que criminalizam, perseguem, preconceituam e praticam agressões contra a população indígena.

Sua presença é também uma cobrança ao governo e justiça federal pela imediata demarcação do Território Tupinambá de Olivença, bem como pelo fim das injustas e violentas reintegrações de posse. Neste sentido, CONVIDAMOS PARA PARTIICPAR dos seguintes atos:

– 25/09/2013 (Quarta) às 09h: Ato de Apoio Indígena, Não Indígena e de entidades à Imediata Demarcação do Território Tupinambá de Olivença, Fim das Reintegrações de Posse, Violência e Criminalização que sofrem os Tupinambá.

Local: Centro Cultural de Olivença (próximo ao Balneário de Olivença)

– 26/09/2013 (Quinta): Ato de Apoio Indígena, Não Indígena e de entidades à Imediata Demarcação do Território Tupinambá de Olivença, Fim das Reintegrações de Posse, Violência e Criminalização que sofre o Povo Indígena.

Local: ainda a ser definido no Ato do dia 25/09/2013

– 27/09/2013 (Sexta) às 09h: Entrega da Carta-Manifesto de Apoio de Indígenas, Não Indígenas e de entidades à Justiça, AGU, MPF, Procuradoria, FUNAI, SESAI etc.
Local: Concentração às 09h no Centro Cultural de Olivença (próximo ao Balneário de Olivença)

– 28/09/2013 (Sábado) às 09h: ida até uma das Aldeias Tupinambá.
Local: Concentração às 09h na Praça Central de Olivença.

– 29/09/2013 (Domingo): XIII Caminhada Tupinambá em Memória aos Mártires do Massacre do Rio Cururupe e ao Índio Marcelino
Local: Concentração às 08h na Praça Central de Olivença.

– PELA IMEDIATA OFICIALIZAÇÃO DA DEMARCAÇÃO DO TERRITÓRIO INDÍGENA TUPINAMBÁ DE OLIVENÇA PELO GOVERNO E JUSTIÇA FEDREAL

– PELO FIM DAS INJUSTAS “REINTEGRAÇÕES” (INVASÕES) DE POSSE

– PELO FIM DA VIOLÊNCIA, DIFAMAÇÃO, PERSEGUIÇÃO, CRIMINALIZAÇÃO DO POVO TUPINAMBÁ

AWÊRE!!!

COMISSÃO ORGANIZADORA DOS ATOS DE APOIO AO POVO TUPINAMBÁ &
APAITO – ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE DE CULTURA SUSTENTÁVEL E PROMOTORA DA PESCA E DO ARTESANATO DOS ÍNDIOS TUPINAMBÁ DE OLIVENÇA

Informações: (73) 8805-4605 e/ou (73) 9194-0989

E-mail: indiocaboclomarcelino@uol.com.br

CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA

No uso de suas atribuições, que lhe confere o Art. 22 do Regimento Geral, a diretoria da ADUSC/Seção Sindical do ANDES/SN, convoca a todos os associados para Assembleia Geral a realizar-se no dia 30.09.2013 (segunda-feira), às 10:00h em primeira convocação e às 10:30h em segunda, no auditório de Direito, no pavilhão Adonias Filho, com pauta única:

– Informes;
– Aprovação do regimento eleitoral;

– O que ocorrer.

 

Campus Soane Nazaré, 23 de Setembro de 2013.

 

Carlos Vitório de Oliveira

Presidente da ADUSC

 

Adiada a V Trajetória/Seminário Índio Caboclo Marcelino

A Comissão Organizadora do V Seminário (Trajetória) Índio Caboclo Marcelino, divulgou esta semana uma carta esclarecendo as razões para o adiamento do V Seminário (Trajetória) Índio Caboclo Marcelino.  Sempre em formação e aberta a participação de todas/todos, a comissão é composta por indígenas, professores e alunos da EEITO – Escola Estadual Indígena Tupinambá de Olivença e professores e alunos da UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz.

Este evento sem fins lucrativos e nenhuma forma de financiamento público/privado, procura fortalecer, divulgar e consolidar apoios à luta do Povo Tupinambá pela demarcação do Território Tradicional. Por esta razão principal acontece às vésperas da XIII Caminhada Tupinambá em Memória aos Mártires do Massacre do Rio Cururupe e à Caboclo Marcelino.

No entanto, a dinâmica da luta às vezes nos faz mudar de armas e estratégias. Por vezes precisamos reelaborar nossas ações. Todos sabemos que a imprensa, ruralistas e as elites locais criaram um clima de guerra contra a população indígena. As ameaças, boatos e violência contra a comunidade Tupinambá têm aumentado nestes últimos dias.

Os recentes ataques inscrevem-se em um quadro de intenso conflito territorial. O processo de identificação da Terra Indígena (TI) Tupinambá de Olivença teve início em 2004, como resultado de prolongada pressão por parte dos indígenas. Cinco anos depois, a Fundação Nacional do Índio (Funai) aprovou o relatório circunstanciado que delimitou a TI em cerca de 47 mil hectares, estendendo-se por porções dos municípios de Buerarema, Ilhéus e Una, no sul da Bahia. Descumprindo os prazos estabelecidos legalmente, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ainda não assinou a portaria declaratória da TI, para que o processo então se encaminhe para as etapas finais. De acordo com dados da Funasa para 2009, cerca 4.700 Tupinambás vivem na área.

Esta conjuntura deixou intranquilas algumas das instituições não indígenas realizadoras do V Seminário/Trajetória Índio Caboclo Marcelino que apontaram por adiá-lo. Foi discutida na UESC até a possibilidade de ocorrerem “atentados” durante o evento, aumentando a criminalização já existente contra a população indígena. Aventou-se o perigo de alguém sofrer uma agressão e criminalizarem a Comunidade Indígena como a causadora. Caso isto acontecesse o Seminário seria desviado de sua principal finalidade que é buscar apoio à Luta Tupinambá.

Luta TupinambáAssim, como o V Seminário/Trajetória Índio Caboclo Marcelino, além da Comissão Indígena, possui em sua realização instituições co-realizadoras que apontaram para seu adiamento, perdendo seu apoio institucional, em decorrência da insegurança gerada, da falta de garantias por parte daqueles que deveriam fornecer segurança evitando agressões e criminalização da Comunidade Indígena (como já vem ocorrendo), a comissão organizadora do evento assinalou para o adiamento do V Seminário/Trajetória Índio Caboclo Marcelino.

Segundo eles, neste momento não se pode oferecer qualquer oportunidade para ações e/ou argumentações daqueles que são contrários ao Povo Tupinambá e/ou que colocarem em riscos pessoas que ainda não possuem clareza da Luta Indígena.

Em assembleia da ADUSC ocorrida no dia 28 de agosto o movimento docente da UESC aprovou uma moção em apoio e solidariedade as lutas Tupinambás e a demarcação de suas Terras.

Fonte: Comissão Organizadora do V Seminário/Trajetória Índio Caboclo Marcelino (aqui),

*com informações do site “Campanha Tupinambá” e ADUSC.

ADUSC promove debate sobre a “Crise nas UEBA”

As Universidades Estaduais da Bahia (UEBA) vivem mais um momento de crise, mesmo com o PIB baiano crescendo mais que o nacional. Nem mesmo os baixos recursos destinados às universidades estão sendo repassados pelo governo, que mantém em atraso os pagamentos de prestadores de serviços, terceirizados, bolsistas, detre outros. Para debater o assunto com a comunidade acadêmica, a ADUSC convidou, a diretora da ADUFS-BA, Maslowa Freitas, que apresentou as discussões acumuladas no âmbito do Fórum das ADs, no debate sobre a “Crise nas UEBA”, realizado no dia 5 se Setembro.

Criação, consolidação e investimento

A crise que acompanha de forma cíclica as UEBA, se intensificando em alguns períodos, perpassa por dois aspectos históricos. O primeiro diz respeito à importância dada às universidades pelos diferentes governos ao longo dos anos. Por um lado, nenhum deles teve como opção política o investimento adequado na educação superior, ao contrário, tratam as universidades com descaso, precarização e secundarização dentre suas prioridades.

Neste sentido, foram, e ainda são, os interesses politiqueiros, externos e internos, que determinaram as prioridades desde a criação de novos cursos, das estruturas para ensino, pesquisa e extensão, das políticas de permanência, e até mesmo, das liberações docentes para qualificação.

Essa expansão irresponsável, por muitas vezes não leva em consideração as demandas sociais e as condições de consolidação. Na UEFS, ressalta Freitas, esta prática não teve espaço nos últimos anos. Desde 2006, por exemplo, apenas 4 cursos de graduação foram criados, de forma gradual e amplamente discutida com a comunidade. Apenas agora, foi implantado o primeiro curso EAD.

Um segundo aspecto se refere à falta de autonomia financeira. Ainda hoje, os reitores encaminham a demanda orçamentária das universidades e o governo, desrespeitosamente, corta de onde acha que pode, aprovando-o em lei, conforme ele acha que as universidades merecem.

Sobre o assunto, o Movimento Docente (MD), tanto nos encontros de docentes das UEBA, quanto no setor das estaduais do ANDES-SN, discute as hipóteses de orçamento pleno (o total solicitado pelas reitorias), ou de subvinculação a arrecadação do estado, através do PIB, do ICMS ou da Receita Líquida de Impostos (RLI). Independente da escolha, para além da vontade política do governo, a solução vai depender do peso político empenhado pelos diversos setores da academia.

Protagonismo dos movimentos

diretora da ADUFS-BA, destaca protagonismo do MDA diretora da ADUFS-BA reafirmou o papel que os movimentos docentes, estudantis e de funcionários vêm cumprindo em defesa das universidades baianas. Dentre os momentos mais recentes, Freitas destacou a greve de 2005, deflagrada pelas três categorias por conta do orçamento. “A manchete do nosso jornal que antecedeu a greve de 2005 era: Não temos nem papel higiênico”, lembra Maslowa, ressaltando o nível de precarização das condições de trabalho e estudo naquele período.

Além da unidade entre as categorias das quatro universidades, a greve garantiu o repasse do orçamento em atraso naquele ano, e o aumento de 3,6% para 3,97% da RLI, destinados para 2006. Ao impacto da greve, somou-se ás vésperas de eleição e a forte campanha salarial do MD iniciada em 2006, garantido para 2007 um orçamento de 4,33% da RLI.

Decreto 14.710/13

O Decreto publicado no diário oficial no dia 14 de agosto, apenas oficializa uma contraditória, mas dita “crise financeira” do Governo, que já é sentida pelas universidades anteriormente ao decreto. Freitas destacou que o orçamento das universidades está aprovado em lei, no entanto, sendo responsabilidade da Secretaria da Fazenda (SEFAZ) o pagamento das contas, o governo atrasa os repasses ou mesmo se utiliza do decreto para negar os pedidos da universidade.

Neste sentido, o Movimento Docente já exigiu ao Governador Jaques Wagner e ao Secretario de Educação, Osvaldo Barreto, um posicionamento, por escrito, de que as universidades ficarão isentas do decreto. Além disso, em reunião com o Fórum das ADs, os reitores se comprometeram em não se utilizar do decreto para negar as solicitações internas, encaminhando para a SEFAZ e a Casa Civil a decisão final.

Reivindicação atual

Até 2010, a reivindicação orçamentária do MD era de 5% da RLI, construída com base nos orçamentos elaborados pelas9 de Outubro, Dia Estadual de Luta reitorias, (considerado pelas categorias docente, estudantil e de funcionários como rebaixados), que desde 2003 demandavam cerca de 4% da RLI. No entanto, desde 2011, o percentual foi atualizado, mais uma vez, a partir das demandas levantadas pelos(a) reitores(a), que atualmente subscrevem com docentes, estudantes e funcionários a reivindicação de 7% da RLI, com revisão a cada 2 anos, nunca sendo menor ao ano anterior.

Insensível à demanda das universidades, o Governo Wagner pretende destinar para o orçamento de 2014 apenas 4,92% da RLI. Apesar do crescimento em valores em relação a 2013, o percentual destinado a custeio e investimento será menor que o atual. É como se o governador acreditasse que uma pessoa na infância tenha os mesmos gastos que na idade adulta.

Mantendo seu caráter de luta em defesa das universidades o MD divulgará, em breve, um dossiê que comprova o sucateamento das UEBA através da falta de investimento adequado. Também esta programado para o dia 9 de Outubro, um dia Estadual de Luta, quando, além do MD, estudantes e funcionários devem mobilizar suas categorias em defesa de 7% da RLI para as UEBA, já!

Adusc promove debate sobre crise nas UEBA

A política do governo estadual tem provocado consequências drásticas para as Ueba, que, com o orçamento estrangulado, ficam sem condições de atender ao ensino, pesquisa e extensão. O Movimento Docente (MD) tem lutado constantemente contra essa situação, a exemplo da greve de 2005, deflagrada por conta do caos que se instalou nas Ueba por falta de recursos.

Este ano, as universidades baianas vivenciam mais um momento crítico. Apesar de a propaganda petista alardear o aumento de recursos destinados as UEBA nos últimos anos, não os compara com o crescimento efetivo das atividades (ensino de graduação e pós-graduação, produção de conhecimento e extensão), que foram amplamente superior. À pão e água, é impossível garantir condições para desenvolvê-las com a qualidade que a comunidade universitária e a sociedade necessitam.

Nestas condições, docentes veem negados direitos como promoção e qualificação, além de não receber as gratificações por execução de funções como coordenação de colegiado, dentre outros. Outro grave problema é o atraso frequente no agamento de terceirizado(a)s, bolsistas e estagiário(a)s, setores com direitos precarizados, mas de importância fundamental para o funcionamento da universidade.

A falta de professore(a)s na graduação, de materiais para os laboratórios, o déficit de funcionários, a dificuldade na compra de passagens, a ausência de gabinetes para atendimento de estudantes e diversos outros graves problemas são exemplos da política de precarização e abandono da Educação Pública Superior.

Quanto a permanência estudantil, a falta de restaurantes universitários (RU), bolsas auxílio e residências atingem milhares de estudantes das quatro universidades. Quando tais espaços existem, muitos apresentam precárias condições que ameaçam inclusive a saúde de estudantes.

Para agravar ainda mais a situação o Decreto 14.710 publicado no dia 16 de agosto, ultimo, corta gastos no estado e assombra as universidades. Não há consenso no Fórum de Reitores mas, segundo alguns gestores ele já está sendo aplicado aos pedidos da universidade.Considerando que o orçamento para as UEBA já foi aprovado pelo governo, inclusive com valor inferior a solicitação dos gestores, o Fórum das ADs já exigiu do governo uma posição oficial excepcionalisando as universidades, como em anos anteriores.

Para ampliar a discussão sobre o orçamento das UEBA, a crise na Educação Superior Baiana e os impactos do decreto nas universidades, a ADUSC convida toda a comunidade acadêmica a participar de um amplo debate, que acontece nesta Quinta-
feira (5), ás 15 horas no auditório do curso de direito. Na oportunidade, a diretora da ADUFS, Maslowa Freitas vai introduzir as discussões, com os elementos acumulados dentro do Fórum das AD´s.

O debate pretende dar continuidade a jornada de mobilizações em defesa de melhores condições de trabalho, e de maior investimento e qualidade nos serviços públicos, que marcaram o país nos últimos meses. Na ultima sexta-feira, 30 de Agosto, o MD da UESC paralisou as atividades acadêmicas para fortalecer a unidade com os trabalhadores e exigir dos Governos reposta as pautas defendidas pelo povo durante as mobilizações.

Na data, que marcou o “Dia Nacional de Paralisações” convocado pelas Centrais Sindicais, vias e rodovias foram paralisadas e, por todo país, movi-mentos sindicais, estudantis e populares foram as ruas defender as pautas unificadas:

– redução do preço e melhor a qualidade dos
transportes coletivos;

– mais investimentos na saúde e na educação
pública;

– fim do fator previdenciário e aumento das
aposentadorias;

– redução da jornada de trabalho;

– Salário igual para trabalho igual, combatendo a
discriminação da mulher no trabalho;

– fim dos leilões das reservas de petróleo;

– contra o PL 4330, da terceirização;

 – Reforma Agrária.

MD e reitore(a)s discutem crise orçamentária

O jogo de “empurra” utilizado por reitore(a)s e governo, desde o início do ano, para se esquivarem da responsabilidade em relação aos problemas orçamentários finalmente se encerrou. Em reunião realizada entre Fórum das ADs e Fórum de Reitores, nesta terça (27), o(a)s gestore(a)s enfim admitiram que a Secretaria da Fazenda está atrasando os repasses de verbas para as UEBA. A situação causa enormes transtornos para a comunidade acadêmica e prejudica o funcionamento das universidades.

Pressionados pelo Fórum das ADs, os reitores afirmaram que os atrasos ocorrem desde janeiro, o que inviabiliza o pagamento dos trabalhadore(a)s terceirizado(a)s, empresas prestadoras de serviço e compra de materiais. O coordenador da Codes, Nildon Pitombo, em reunião com o Fórum das Ads no final de julho, informou que havia um problema na Secretaria da Fazenda, mas não entrou em detalhes. De acordo com o(a)s gestore(a)s, a crise atinge as quatro universidades.

Na UESC, o(a)s trabalhadore(a)s terceirizado(a)s estão recebendo seus salários com constantes e prolongados atrasos. Uma das empresas responsáveis pelo serviço, declarou falência, e foi substituída  sem que os funcionários recebessem. Segundo a reitora, Adélia Pinheiro, são cerca de 2,5 e 3 milhões de reais, os valores empenhados pela universidade e que não forma pagos pelo governo.

Sobre as negociações com o governo em torno do quadro docente, o(a)s reitore(a)s informaram que a discussão para a flexibilização das vagas foram realizadas novamente. Caso a proposta seja implementada, significaria o fim da limitação de número de vagas por classe. O(A) professor(a) assistente que solicitasse promoção para adjunto não teria que esperar que surgisse uma vaga na determinada classe para promover, por exemplo. A sua própria vaga de assistente se transformaria em adjunto e posteriormente em titular, desde que a universidade comprove dotação orçamentária para tal. Dessa forma, seria solucionado o problema das filas para promoção na carreira, cabendo apenas às reitorias a responsabilidade de garantir os direitos docentes.

Em relação ao aumento de vagas para concurso, as conversas foram feitas individualmente entre cada gestor(a) e governo. Contrariando o rumo das discussões dos primeiros meses desde ano, quando o movimento docente ainda não tinha sido afastado das negociações, o governo não aceitou discutir uma ampliação do quadro até 2016. Cada universidade deveria apresentar apenas as projeções de 2013 e 2014. Segundo a reitora da UESC, a instituição necessitaria neste período de 30 vagas.

Não houve consenso entre o(a)s gestore(a)s em relação à excepcionalidade das universidades no decreto 14.710/12, que trata do corte de gastos do Estado. Na visão de alguns reitores, as UEBA já estão sendo afetadas pelo contingenciamento por terem seus repasses atrasados. O Fórum das ADs deixou claro o posicionamento que não irá aceitar que o referido decreto interfira nas universidades, pois todas tiveram seus orçamentos devidamente aprovados pelo próprio governo. Neste sentido, o movimento docente já encaminhou à Codes um documento que exige do governo excepcionalidade às UEBA. O Fórum das ADs também cobrou do(a)s reitore(a)s que este(a)s se comprometessem em não utilizar o decreto como justificativa para negar solicitações de docentes. As reitorias informaram que irão encaminhar normalmente todos os processos ao governo.

Em busca de ações contra a crise nas universidades, o Fórum das ADs propôs a elaboração de um documento conjunto de denúncia. Entretanto, o Fórum de Reitores defendeu que irá fazer a tentativa, mas que não garantiria sua aprovação pelo(a)s quatro reitore(a)s. Caso o documento conjunto não seja aprovado, o Fórum de Reitores se comprometeu em publicar ao menos um documento de denúncia do(a)s gestore(a)s.

Mobilização do(a)s técnico(a)s-administrativo(a)s

Ainda na manhã de terça (27), docentes e reitore(a)s estiveram presentes nas mobilizações do movimento do(a)s servidore(a)s técnico(a)s-administrativo(a)s na Assembleia Legislativa. Uma aula pública e panfletagem ocorreram para denunciar a precariedade vivida por este(a)s trabalhadore(a)s. Na sequência, uma audiência pública com a Comissão de Educação sobre o plano de cargos, salários e carreira do(a)s técnico(a)s foi realizada. De acordo com a denúncia feita pela categoria, o plano assinado pelo movimento durante as negociações com o governo é diferente do que está prestes a ser aprovado pela referida Comissão.

O Fórum das ADs marcou seu posicionamento político de solidariedade de classe ao defender a valorização do(a)s trabalhadore(a)s e deixou claro que a precariedade das condições de trabalho vivida pelo(a)s servidore(a)s é uma das faces da crise orçamentária das universidades. O movimento docente defendeu a luta conjunta entre as categorias pelos 7% da receita líquida do Estado para as Ueba.

FONTE: ADUSB, com edição

FOTO: Murilo Bereta

Professores da UESC paralisam as atividades e promovem debate sobre crise nas universidades baianas

Reafirmando seu compromisso com as lutas sociais e atendendo ao chamado do ANDES – Sindicato Nacional, os professores da UESC paralisarão as atividades acadêmicas nesta sexta-feira, 30 de agosto. A data, convocada pelas centrais sindicais do país e aprovada no 58º Conad, realizado em julho em Santa Maria (RS), marca o “Dia Nacional de Paralisação”.

Nesta sexta-feira (30), trabalhadore(a)s e  jovens de todo o país devem voltar às ruas em protesto à política econômico-social do governo, que segue sem dar resposta efetiva às inúmeras reivindicações apresentadas pela população nas manifestações que ocorrem por todo o Brasil nos últimos meses.

A pauta unificada entre as centrais sindicais defende: redução do preço e melhor a qualidade dos transportes coletivos; mais investimentos na saúde e na educação pública; fim do fator previdenciário e aumento das aposentadorias; redução da jornada de trabalho; Salário igual para trabalho igual, combatendo a discriminação da mulher no trabalho; fim dos leilões das reservas de petróleo; contra o PL 4330, da terceirização; e Reforma Agrária.

Assembleia DocenteNa UESC, a paralisação docente foi aprovada nesta quarta-feira (28), com apenas uma abstenção. Para Marcelo Lins, I secretário da ADUSC, este é um momento ímpar na historia do Brasil, em que todas as centrais sindicais se unem em defesa de lutas históricas dos movimentos sociais. Entendendo a importância da data, os professores reforçaram a indicação de que cada docente explique durante as aulas desta quinta-feira (29) os objetivos do “Dia Nacional de Paralisação” conforme o jornal da CSP-Conlutas. (disponível aqui)

Além da paralisação, a assembleia aprovou para o dia 4 de Setembro, um dia de panfletagem para denunciar “A crise da Educação Superior na Bahia”, e os impactos do decreto 14.710/13 nas universidades. O tema será aprofundado em um debate, aberto a toda comunidade acadêmica, no dia 5 próximo, dando continuidade as mobilizações contra a lógica econômica neoliberal de precarização dos serviços públicos. Todo(a)s o(a)s docentes devem comparecer para panfletagem, garantindo assim a participação ampla da comunidade acadêmica no debate.

 

Campanha orçamentária contará com dossiê de denuncia

Na quinta-feira (22), o Fórum das ADs deu continuidade as discussões sobre a crise orçamentária das UEBA, elaborando estratégias que fortaleçam a campanha por 7% da RLI, com revisão a cada dois anos e orçamento sempre maior que o ano anterior.

Nesta perspectiva, os representantes docentes elencaram elementos que devem compor um dossiê de denuncia a sociedade, sobre as precárias condições impostas às universidades estaduais baianas, como consequência da falta de investimento adequado a educação superior.

No documento estarão descritos os déficits nos quadros de vaga docente e de funcionários, as precariedades das políticas de permanência estudantil, as deficiências estruturais (salas, laboratórios, bibliotecas, creches, unidades de saúde, espaços de convivência), além dos impactos diretos em pesquisa e extensão.

Alguns destes pontos já foram levantados pelos representantes docentes, como a falta de salas de aula e de gabinetes para orientação e atendimento aos estudantes, falta de materiais para práticas nos laboratórios, além dos constantes atrasos no pagamento das bolsas.

Para o dia 22 de Agosto, também estava prevista uma reunião entre o Fórum das ADs e o Fórum de Reitores, com pauta sobre orçamento de quadro de vagas. No entanto, a reunião foi adiada as vésperas (veja aqui) pelo atual presidente da entidade. O Fórum das ADs considerou a atitude desrespeitosa, e espera que não volte a se repetir nesta terça-feira (27), data sugerida pelos próprios gestores.