Convocação de Assembleia Extraordinária

CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA

No uso de suas atribuições, que lhe confere o Art. 22 do Regimento Geral, a diretoria da ADUSC/Seção Sindical do ANDES/SN, convoca a todos os associados para Assembleia Ordinária a realizar-se no dia 27.11.2014 (quinta-feira), às 08:30h em primeira convocação e às 9:00h em segunda, na sala de reunião do Departamento de Educação (SALA 2117),no 1º andar do Pavilhão Adonias Filho, com a seguinte pauta:

 

1) Informes;

2)  Pauta da Campanha de reivindicações 2015: orçamento, ampliação do quadro de vagas e desvinculação, estatuto do magistério superior e respeito aos direitos trabalhistas;

3) Eleição de delegados para o 34º Congresso do ANDES;
4) O que ocorrer.

 

 

 

Reflexões e pautas sobre a saúde do trabalhador docente

Atualmente as universidades brasileiras passam por um intenso processo de mercantilização, que leva nesta pauta, de imediato, à intensificação e precarização do trabalho docente. Dessa forma, a Universidade está sendo transformada em instituição tutelada pelo capital na concepção do Estado mínimo, para que os recursos privados se apoderem do fundo público sob a nefasta ideologia do mercado.

Com as transformações do mundo do trabalho determinadas pelas mudanças contemporâneas do modo de produção capitalista, impõem-se mudanças objetivas e subjetivas nas relações do trabalho docente. No cenário de mudanças estruturais no modo de produção capitalista, segmentos de trabalhadores que não produzem diretamente a mais-valia são considerados trabalho improdutivo. Nessa categoria, estão os professores universitários, frutos da dinâmica da precarização, relacionado com a intensificação do trabalho docente, simultaneamente ao achatamento e perdas salariais, de captura da subjetividade do trabalhador e da retirada de direitos.

A estrutura da reprodução ampliada do capital e a situação de classe aparentemente diversa como os trabalhadores que realizam o trabalho produtivo e os que realizam o trabalho improdutivo os colocam em uma mesma condição: ambos precisam vender sua força de trabalho para viver, ambos estão submetidos à mesma lógica de exploração do trabalho, tanto em termos objetivos, quanto em termos subjetivos.

Criada as condições objetivas para o aprofundamento da nova hegemonia do capital na universidade pública, percebe-se uma grande aderência dos docentes a tal projeto. Neste cenário, campeia o individualismo e produtivismo despolitizador. Este produtivismo, não problematiza as relações e condições de trabalho, no âmbito da instituição universitária, e descontextualiza a produção científica do cenário político em que ela se dá.  Dessa forma, ocorre uma feudalização e compartimentalização, dissociando de interesses de classe ou coletivos.

Vale destacar que, os docentes de ensino superior constituem um segmento que exerce especialmente o trabalho intelectual, independente de sua condição de classe. Tal segmento, por sua vez, muitas vezes não percebe que sua atividade vem sendo sobrecarregada paulatinamente por um projeto expropriador da mais valia.  Essas “soluções” reformistas tendem chocar-se com um dos elementos da crise da educação, a separação entre o trabalho manual/intelectual, entre a teoria e prática. Dessa forma, isso se deve também a tradição imposta pela classe dominante que geralmente atribui um sentido de inferioridade ao trabalho manual, confrontando-se do ponto de vista do status com os segmentos que executam este tipo de trabalho. Isso muitas vezes tende a manter uma barreira político-ideológica e cultural na base do movimento docente, que dificulta alianças, articulações e ações integradas com os segmentos do movimento sindical associados ao trabalho manual.

Diante da realidade apontada, as relações do mercado com a Universidade pública se estreitam cada vez mais, verifica-se inúmeros casos da mercantilização de direitos sociais, a exemplo do PNE governista que destinará verbas publicas para as instituições de ensino superior privadas e da aprovação da EBSERH nos Hospitais Universitários. Dessa maneira, cresce a influencia da mercantilização no controle dos rumos da aprovação de projetos de pesquisas e consequentemente na produção científica. Os setores que não atendam diretamente as suas demandas imediatas tendem a ser marginalizados e pormenorizados, quando não extintos. São criados, assim, verdadeiros feudos dentro das Universidades.

A materialização da mercantilização é identificada em um ambiente laboral/profissional marcado por competitividade e pressões pelo desempenho docente, quase que unicamente quantitativo e o cumprimento de metas (gerenciais), geralmente valorizando a atividade de pesquisa frente à de ensino, valendo uma nova máxima “cão que não Lattes, não morde”. Isto, aliado à compressão salarial, à ampliação das exigências de produção e produtividade no campo da pós-graduação e pesquisa, ao produtivismo acadêmico, assédio moral e sexual, atividades de risco e violência no trabalho, perda ou burocratização para obtenção de direitos como insalubridade e Dedicação Exclusiva (DE), entre outros, tem intensificado a precarização do trabalho docente e consequentemente contribuído para desvalorização e adoecimento da categoria.

Na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), uma das quatro UEBAs, temos a informação oficial de 12 (doze) docentes afastados por licença médica em 2012 e 17 (dezessete) em 2013 (Dados potencialmente subnotificados). Esses dados demonstram um aumento no número de licenças na ordem de 41,7%, um aumento significativo de um ano para outro, evidenciando uma tendência ao adoecimento da categoria dentro desse sistema produtivista e meritocrático perverso.

A perversidade do projeto neoliberal para as universidades brasileiras tem conseguido impor aos professores a quimera de que se trabalharem seguindo os critérios, parâmetros e jornadas de trabalho que o capitalismo estabelece, poderão aumentar seus ganhos e projetar-se profissionalmente de maneira mais efetiva e atingir o “devido reconhecimento”. Ao absorver esta lógica, os docentes abrem mão de sua família, da sua humanidade, da qualidade de vida, da criação coletiva do conhecimento, e da responsabilidade pela sua disseminação para o conjunto da sociedade. O comprometimento da saúde física e mental são as principais consequências, além do embrutecimento das relações pessoais.

Dessa forma, as repercussões para a saúde física e mental do docente sobre essa realidade do trabalho destacam-se: aumento de consumo de álcool, drogas e tabaco – provocado doenças crônicas, principalmente cardiovasculares e respiratórias; depressão – abuso de ansiolíticos, hipnóticos e neurolépticos – suicídios; Síndrome de Burnout – exaustão mental, emocional, fadiga e depressão. Assedio moral – um processo de violência psicológica extremado contra o trabalhador.

Dentre as patologias que acometem a saúde dos docentes, a mais prevalente é a síndrome de Burnout que é caracterizada pela evolução lenta, com piora progressiva e severa; e por passar despercebida, no início, devido á negação de que algo de errado está acontecendo nas relações de trabalho. Contribui, também, para o surgimento dessa síndrome a desvalorização da profissão docente, a falta de autonomia e de participação nas definições das políticas de ensino; a inadequação salarial; a falta de oportunidades de promoções; o isolamento social e a baixa solidariedade; o baixo envolvimento associativo sindical; desinteresse em resolver as precárias e inadequadas condições físicas e matérias de trabalho.

Torna-se imperativo que as patologias advindas das transformações do trabalho docente sejam mais bem elucidadas e discutidas entre os docentes, como o desenvolvimento de um trabalho humanizado como prevenção de fatores estressores causadores de doenças, sob a pena de perderem profissionais valiosos. Dessa forma, o reconhecimento do docente como um trabalhador e, portanto, como um indivíduo submetido á grande máquina da exploração mundial capitalista, permitirá a reação a esta lógica político-econômica dominante.

No campo político, é preciso esclarecer a sociedade quanto ao caráter nefasto do processo em curso e organizar a luta necessária para reverter o quadro que se apresenta. Assim, a luta em defesa da saúde dos trabalhadores e por crescente melhoria nas condições de trabalho dos docentes deve sempre está pautada no cotidiano do movimento sindical e percebida como uma conquista que beneficia a toda uma sociedade.

Pauta de Reivindicações:

1 – Criar ou reativar o GT Saúde do Trabalhador em cada base sindical (espaço coletivo de discussão e denúncia);

2 – Denunciar a intensificação do trabalho docente, nos novos parâmetros de exploração do trabalho (sobrecarga da jornada de trabalho, mérito acadêmico por produção científica, outros);

3 – Desconstruir a cultura da “monetização do risco” no ambiente de trabalho e ter como meta a não exposição ao risco.

                                                                                                                     ADUSC

O setor sucroalcooleiro e a vida dos trabalhadores prejudicados pelo agronegócio

Não é de hoje que o agronegócio vem afetando a vida de trabalhadores, sobretudo migrantes, no interior de importantes estados do país.

No Brasil, há cerca de 430 usinas do ramo. Só o setor sucroalcooleiro em São Paulo abrange 5.172611 hectares. Estas terras equivalem a quase 21% de todo o território paulista. Apenas em São Paulo, ainda, a produção de cana alcança o número de 367.450 mil toneladas, a de açúcar 23.963 mil toneladas, e, por último na lista, 13.944 mil toneladas de etanol.

E apesar dos lucros exorbitantes dos empresários do setor, com a desaceleração que o agronegócio sofreu em 2008, até 2011 a maioria dos usineiros se afundaram em dívidas, deixando muitas usinas do ramo nas mãos de multinacionais, e quem mais sofreu as consequências foram os trabalhadores.

Em 2013, a CSP-Conlutas participou de audiência na Comissão de Direitos Humanos do Senado, na qual diversas denúncias foram colocadas em pauta, evidenciando que os usineiros não depositam, por anos, o FGTS dos trabalhadores, deixam de recolher ao fisco a contribuição dos funcionários para financiamento da previdência social, não pagam seus impostos, contribuições sociais e previdenciárias, e ainda tomam empréstimos, a juros subsidiados, e não os pagam. Para agravar a situação, o governo injeta verba pública generosamente no setor e ainda oferece, rotineiramente, oportunidades de abatimento da dívida e outros benefícios.

Aparecido Bispo, da Feraesp (Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo), cita que, o problema é bem mais amplo, “além dos problemas previdenciários, e que os usineiros costumam fechar e abrir novos CNPJ’s , para facilitar o pedido de novos financiamentos” e assim firmar as relações de lucro entre grandes empresários e governo.

Uma série de reportagens da TV Fronteira, do canal da Globo na região de Presidente Prudente, tratou de falar sobre a produção de cana de açúcar no oeste paulista, desde o início do desenvolvimento, a produção, o desemprego, citando a situação dos demitidos da Floralco, e os reflexos disso na vida das pessoas que vivem nestas cidades do interior do estado. Faltou citar, nas reportagens, o papel do governo, a questão da reforma agrária e o fortalecimento do agronegócio em detrimento do desenvolvimento dos trabalhadores rurais. E este é um ponto a ser discutido e cobrado dentro e pelo movimento organizado.

Fonte: ANDES-SN

Confira nos links abaixo as três reportagens citadas sobre o tema:  

Reportagem 1 – 11/11/2014 

Reportagem 2 – 12/11/2014

Reportagem 3 – 13/11/2014 

“Temos aprendido a voar como os pássaros (…) mas não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos”

20 de novembro – Dia da Consciência Negra 

Se soubesse que o mundo se desintegraria amanhã,
ainda assim plantaria a minha macieira.
O que me assusta não é a violência de poucos,
mas a omissão de muitos.
Temos aprendido a voar como os pássaros,
a nadar como os peixes,
mas não aprendemos 
a sensível arte de viver como irmãos
Martin Luther King 

 

                                                                                                                                                                                                                                Imagem: Flávio Rebouças

Universidade, Povos Indígenas e Conjuntura

O Seminário Nacional dos Povos Indígenas do ANDES-SN teve início na tarde da última sexta-feira (14) na sede do Sindicato Nacional em Brasília (DF) e prosseguiu até domingo (16). Com a participação de entidades, pesquisadores e lideranças indígenas, o objetivo do evento foi realizar uma formação para os professores, dentro desta temática ainda pouco conhecida e debatida nas Universidades.

A mesa de abertura trouxe o tema “Universidade, Povos Indígenas e Conjuntura”, composta pelo professor doutor Carlos José Ferreira dos Santos, Casé Angatu, que é professor efetivo de História na UESC e participou como representante do Movimento Tubinambá da Luta Pela Terra e associado da ADUSC.

O professor Casé Angatu apresentou um relatório de demarcação de terra no Brasil e destacou também, o número crescente de genocídio e etnocídio dos povos indígenas no país. Relembrou da carta aberta que a presidente Dilma Rousseff quando reeleita, destinou aos movimentos indígenas, alertando que não avançará na demarcação de terras.

Segundo Casé Angatu o evento discutiu a necessidade do ANDES – e das entidades vinculadas, incluindo a ADUSC – de atuar de forma mais incisiva na Luta dos Povos Indígenas por seus direitos. A programação do encontro contou com debates sobre a violência do estado contra os povos indígenas; a educação e saúde; demarcação de terras; e mudanças socioculturais no contexto indígena.

O Seminário Nacional aprovou e levará para o Congresso do ANDES-SN (fevereiro/2015) a proposta de o ANDES compartilhar a realização do Seminário Índio Caboclo Marcelino nos dias 23 a 27 de setembro de 2015, a ser realizado no Território Indígena Tupinambá de Olivença, Ilhéus – Bahia. E de participar do Ato Nacional de Apoio aos Povos Indígenas do Brasil, em 26 de setembro, e da Caminhada Tupinambá, no dia 27 de setembro.

Inscrições para o Seminário de Comunicação da CSP-Conlutas já estão abertas

Estão abertas as inscrições para o 1º Seminário Nacional de Comunicação da CSP-Conlutas, que acontecerá de 12 a 14 de dezembro, no Hotel San Raphael, em São Paulo-SP.   O valor da taxa de inscrição é R$ 150,00, a qual será direcionada para cobertura dos gastos com a infraestrutura do evento. Não estão incluídos na inscrição a hospedagem, o transporte e a alimentação dos participantes. Clique aqui para baixar a ficha de inscrição, com maiores detalhes sobre como se inscrever no Seminário.

Hospedagem:

O local para hospedagem sugerido pela organização do Seminário é o Hotel San Raphael, sede do evento, até por questões de facilitar a locomoção de todos durante os três dias do Seminário e permitir descontos no aluguel de salão. Os valores das diárias ficaram em R$ 220,00 para quartos duplos e R$ 200,00 para quarto simples, ambos acrescidos de 5% de taxa de serviço.

O Encontro:

O evento é direcionado para os profissionais de comunicação que atuam em entidades e movimentos da base da CSP-Conlutas e, também, para dirigentes do setor – o que não exclui a possibilidade de participação de outros dirigentes de entidades ligadas à Central; mas participantes externos terão os pedidos de inscrição avaliados. Confira aqui a convocatória e a programação do evento!

Objetivos:

Trocar experiências sobre a comunicação das entidades e movimentos, e integrar os profissionais de comunicação e dirigentes do setor estão entre os principais objetivos do Seminário. Entre os temas presentes na programação constam os desafios da comunicação hoje, a importância da linguagem, as mídias digitais e o áudio visual nas lutas. A troca de experiências das produções das comunicações locais será um dos aspectos importantes da atividade.

Clique aqui para conferir a fanpage de Facebook, com informações sempre atualizadas do evento.   – See more at: http://cspconlutas.org.br/2014/11/inscricoes-para-o-seminario-de-comunicacao-da-csp-conlutas-ja-estao-abertas/#sthash.Buy1Ppp0.dpuf

Reunião do pró-Comitê Estadual em Defesa da Educação Pública é realizado em Salvador

No último dia 11, a Secretaria Regional Nordeste III do ANDES-SN, foi sede da 2º reunião pró-Comitê Estadual e Defesa da Educação Pública. Visando encaminhar as deliberações tiradas na 1ª reunião, o encontro teve como objetivo, avaliar as atividades realizadas no âmbito estadual e interestadual, e, sobretudo, aprofundar as discussões em vista das tarefas organizativas que apontem para a consolidação do Comitê.

Na oportunidade, foi deliberado o encaminhamento de um debate sobre o financiamento e avaliação a partir da aprovação do PNE (Plano Nacional de Educação). Houve também, o encaminhamento da realização de uma 3º reunião organizativa na primeira quinzena de dezembro.
Representando a ADUSC esteve presente na reunião, o companheiro, Prof. José Luiz de França. De acordo com Luiz, “o engajamento de todos é fundamental nos trabalhos de formação do Comitê, que visa, sobretudo, incrementar as lutas em defesa de um projeto de educação pública contra-hegemônico ao Plano Nacional de Educação”.

Comissão aprova regulamentação que limita direito de greve no Serviço Público

Foi aprovado na terça-feira (11) pela comissão mista de Consolidação das Leis e Regulamentação da Constituição relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR) sobre a regulamentação do direito de greve do servidor público. As discussões para a regulamentação da greve dos servidores partiram de projeto apresentado pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB/SP), em 2011 (PLS 710).

O parecer aprovado determina em 60% o percentual mínimo de funcionamento dos serviços essenciais durante as paralisações. Entre esses serviços estão às emergências de hospitais, abastecimento de água e energia, coleta de lixo, defesa civil e controle de tráfego aéreo, os relacionados à educação infantil e ao ensino fundamental, a segurança pública entre outros. Já os serviços não essenciais terão 40% do funcionamento preservado.

O texto do relator prevê ainda intervalo mínimo entre o comunicado de greve e a sua deflagração de 15 para dez dias. Jucá também incluiu no texto a proibição da greve nos 60 dias que antecedem as eleições e o parágrafo para suspender o porte de arma dos servidores públicos que aderirem à greve nos serviços e atividades essenciais, durante os atos e manifestações. Com a aprovação, o texto se torna um projeto, que ainda terá de passar pelos plenários da Câmara e do Senado.

Para Amauri Fragoso, tesoureiro do ANDES-SN e encarregado de Relações Sindicais, a proposta apresentada pelo senador Aloysio Nunes contém um discurso atraente para colocar a sociedade contra o direito de greve no serviço público e criminalizar o direito constitucional de manifestação. “Na verdade, a regulamentação visa cercear o direito de greve dos servidores, o que expressa à lógica de que, quando os trabalhadores se mobilizam em luta na defesa de seus direitos, patronato e governo ficam buscando meios para conter as lutas e, em muitos casos, impedi-las. Como se vive hoje uma fase de perdas de direitos dos trabalhadores voltam à tona ideias de cerceamento ao direito de greve e de criminalização dos movimentos sociais”, avalia.

Conforme Fragoso é importante salientar que “esta movimentação sobre a questão, agora após a eleição, dá indicações do recrudescimento das políticas de retirada de direitos para o próximo ano, para isso, se faz necessário restringir os instrumentos de luta dos trabalhadores”.

O diretor do Sindicato Nacional explica que, como todo direito conquistado por uma sociedade, o direito de greve no Brasil nem sempre foi concedido ao servidor público. Na história das constituições brasileiras, ora se proibiu a greve, como ocorreu na Carta de 1937, ora se permitiu seu gozo apenas ao trabalhador da iniciativa privada. Foi somente com o advento da Constituição de 1988, que se deu o direito de greve do servidor público civil.

“Visto que o direito de greve é um direito fundamental, e que a Constituição preconiza o direito à igualdade, o direito de greve não permite distinção entre o trabalhador do setor privado e o do setor público. Desta forma, qualquer tentativa de regulamentação da greve do funcionalismo público deve ser feita à luz da Convenção 151 da OIT [Organização Internacional do Trabalho, da ONU], que estabelece o princípio da negociação coletiva entre trabalhadores públicos e os governos das três esferas – municipal estadual e federal – promulgada pelo Congresso Nacional”, ressaltou o tesoureiro do ANDES-SN.

Fonte: ANDES-SN

ADUSC lança nota de apoio ao Movimento dos Trabalhadores sem Teto do RJ

Na última Assembléia Geral dos Docentes (04.11), foi aprovada a Nota de Apoio e a Moção de Repúdio à ocupação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto do Rio de Janeiro. 
A ADUSC convida os(as) professores(as) a assinarem a nota de apoio disponibilizada na sede da Associação.
Confira na íntegra, a Nota de Apoio e a Moção de Repúdio:

MOÇÃO DE REPÚDIO

Proponente: Associação de Docentes da Universidade Estadual de Santa Cruz (ADUSC)

Fator motivador: Os professores da Universidade Estadual de Santa Cruz, reunidos em assembleia, manifestamos nosso apoio e solidariedade à Ocupação Zumbi dos Palmares, organizada por um dos movimentos sociais mais atuantes na questão urbana brasileira, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). A ocupação, iniciada na noite de dia 31 de outubro de 2014, em São Gonçalo (região metropolitana do Rio de Janeiro), conta com cerca de 200 pessoas, e foi realizada na região de Santa Luzia/Jardim Catarina, uma das que possui o maior déficit habitacional da região. São Gonçalo é o segundo município mais populoso do Rio de Janeiro. O programa Minha Casa Minha Vida do governo federal chegou a prever a construção de 2.800 unidades habitacionais, porém até o momento, apenas 720 foram entregues. O movimento reivindica, além do direito a condições dignas de moradia, o direito pleno a outros serviços essenciais negados historicamente à população pobre do Brasil: o direito à saúde de qualidade, educação em todos os níveis, transporte e mobilidade urbana, emprego e cultura para os trabalhadores. Sua atuação recente tem se pautado pela denúncia dos processos de valorização dos terrenos para fins especulativos, que permitem que milhares de imóveis permaneçam improdutivos enquanto a população pobre segue sem ter onde morar. Na madrugada do dia 2 de novembro, ocupação recentemente batizada com o nome do herói brasileiro Zumbi dos Palmares sofreu uma tentativa de incêndio criminoso. O movimento resistiu pacificamente e conseguiu controlar o fogo, que acendeu ainda mais a chama da indignação. No bojo dessa resistência, lançou a campanha “Menos Ódio, Mais Moradia”, convidando a todos aqueles que compartilham desta indignação a se manifestar por meio do envio de apoios, fotos e declarações de adesão.

Diante desse quadro, nós abaixo-assinados, ecoamos as reivindicações aos governos para atender as demandas destes trabalhadores: que sejam sensibilizados com as reivindicações destas famílias e que as negociações possam ocorrer pautadas pelo diálogo e sem o uso de qualquer tipo de violência. Quando morar é privilégio, ocupar é um direito. Mais moradia, menos ódio.

                                                                                                                                                                                                               Ilhéus, 4 de novembro de 2014.

 Esta Moção dirige-se ao:

Ao exmo. Sr. Luiz Fernando Pezão (Governador do Estado do Rio de Janeiro)

Ao exmo. Sr. Neilton Mulin (Prefeito de São Gonçalo)

Ao exmo. Sr. Jorge Picciani (Presidente da ALERJ)

 

NOTA DE APOIO A OCUPAÇÃO DO MOVIMENTO DOS TRABALHADORES SEM TETO EM SÃO GONÇALO – RJ
Proponente: Associação de Docentes da Universidade Estadual de Santa Cruz (ADUSC)

 Nós, abaixo – assinados, manifestamos nosso apoio e  solidariedade à Ocupação Zumbi dos Palmares, organizada por um dos movimentos sociais mais atuantes na questão urbana brasileira, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). A ocupação, iniciada na noite de dia 31 de outubro de 2014, em São Gonçalo (região metropolitana do Rio de Janeiro), conta com cerca de 200 pessoas, e foi realizada na região de Santa Luzia/Jardim Catarina, uma das que possui o maior déficit habitacional da região. São Gonçalo é o segundo município mais populoso do Rio de Janeiro. O programa Minha Casa Minha Vida do governo federal chegou a prever a construção de 2800 unidades habitacionais, porém até o momento, apenas 720 foram entregues. O movimento reivindica, além do direito a condições dignas de moradia, o direito pleno a outros serviços essenciais negados historicamente à população pobre do Brasil: o direito à saúde de qualidade, educação em todos os níveis, transporte e mobilidade urbana, emprego e cultura para os trabalhadores. Sua atuação recente tem se pautado pela denúncia dos processos de valorização dos terrenos para fins especulativos, cruciais às dinâmicas excludentes do capitalismo, que permitem que milhares de imóveis permaneçam improdutivos enquanto a população pobre segue sem ter onde morar. Na madrugada do dia 2 de novembro, a ocupação recentemente batizada com o nome do herói brasileiro Zumbi dos Palmares sofreu uma tentativa de incêndio criminoso. O movimento resistiu pacificamente e conseguiu controlar o fogo, que acendeu ainda mais a chama da indignação. No bojo dessa resistência, lançou a campanha “Menos Ódio, Mais Moradia”, convidando a todos aqueles que compartilham desta indignação a se manifestar por meio do envio de apoios, fotos e declarações de adesão.

Diante desse quadro, nós abaixo-assinados, ecoamos as reivindicações aos governos para atender as demandas destes trabalhadores: que sejam sensibilizados com as reivindicações destas famílias e que as negociações possam ocorrer pautadas pelo diálogo e sem o uso de qualquer tipo de violência. “Quando morar é privilégio, ocupar é um direito”. Mais moradia, menos ódio.

                                                                                                                                                                                                                     Ilhéus, 4 de novembro de 2014.

Esta Moção dirige-se ao:

Ao exmo. Sr. Luiz Fernando Pezão (Governador do Estado do Rio de Janeiro)

Ao exmo. Sr. Neilton Mulin (Prefeito de São Gonçalo)

Ao exmo. Sr. Jorge Picciani (Presidente da ALERJ)

ADUSC faz chamado para o dia 11 de novembro – Eleição da CIPA

O Programa de Prevenção de Riscos e Acidentes do Trabalho prevê a implantação de uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA  na UESC, através de um processo eleitoral para escolha dos seus representantes,  que acontecerá dia 11 de novembro com a participação de todos os servidores.

A CIPA é uma comissão de pessoas escolhidas para discutir internamente os problemas da empresa em que trabalham.  Tem como objetivo prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho para compatibilizar o trabalho com a preservação da vida.

A Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Santa Cruz – ADUSC  ressalta a importância de se  eleger um representante dos professores para esta Comissão, uma vez que o trabalho docente tem suas vulnerabilidades (intensificação do trabalho, assédio moral,  precarização das condições laborais, ausência de valorização da categoria, absenteísmo, presenteísmo, síndrome de burnout ou do esgotamento profissional, entre outras)  que, em dadas circunstâncias,  não são detectadas no Mapa de Riscos, nem como agentes físicos, químicos ou biológicos, pois trata-se de um “risco invisível”, porém concreto.

A professora Kátia Guerreiro é lotada no Departamento de Ciências da Educação, ingressou na Instituição em 1991, é membro do GT Saúde do Trabalhador, tema o qual tem se dedicado nos últimos anos, como membro da ISMA-Brasil (Internacional Stress Management Association)     e tem atenção especial para estudos sobre a síndrome de burnout, objeto de pesquisa do seu mestrado na Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC em 2002. Representou a Associação em alguns Congressos Nacionais da Saúde do Trabalhador promovido pelo ANDES.

Pedimos aos professores e professoras,  que nesta terça feira, 11 de novembro de 2014, dirija-se a uma das urnas dispostas no campus, e dê seu apoio votando por uma representação docente na CIPA.