A insatisfação dos docentes com a política do governo pode ser comprovada com o alto índice de adesão dos professores ao primeiro dia da greve nacional convocada pelo Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior (ANDES-SN). Levantamento feito pelo Comando Nacional de Greve mostra que pelo menos 33 instituições federais de ensino (IFE) já aderiram à greve nesta quinta-feira (17).
A deflagração da greve nestas instituições aconteceu após assembléias históricas nas seções sindicais do ANDES-SN, tanto pelo alto número de professores presentes como pelo debate político realizado. A expectativa é que novas instituições paralisem as atividades nos próximos dias.
CNG
O Comando Nacional de Greve foi instalado na tarde desta quinta (17) em Brasília (DF), na sede do Sindicato Nacional. Durante a instalação do CNG, a presidente do ANDES-SN, Marina Barbosa, ressaltou a força inicial da mobilização.
“Temos de reconhecer essa nossa vitória inicial, pois conseguimos, a partir da mobilização de base, retomar a capacidade de ação e reação do movimento docente”, frisou. Leia mais
Professores de diversas universidades federais iniciaram nesta quinta-feira (17) uma greve por tempo indeterminado, segundo a Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes). A entidade afirmou que a paralisação pode atingir pelo menos 17 universidades em nove estados. Na manhã desta quinta-feira, instituições do Amazonas, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná e Pernambuco tiveram aulas comprometidas. No Distrito Federal, uma assembleia marcada para a sexta-feira (18) pode decidir pela adesão à greve a partir da terça-feira (22).
Ainda de acordo com a Andes, alguns institutos federais podem iniciar uma paralisação a partir da segunda-feira (21).
A categoria pleiteia carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.
Na quarta-feira (16), o Ministério da Educação afirmou que não comentaria o anúncio de greve. Leia mais
Por Reginaldo de Souza Silva*
Em greve há mais de 30 dias os professores das escolas públicas da Bahia continuam sua luta histórica pela valorização da categoria, pela melhoria das condições de trabalho e pela garantia de um padrão mínimo de qualidade para a educação baiana. A paralisação conta com a adesão de aproximadamente 1.450 escolas da rede estadual, 37 mil professores, 1,1 milhão estudantes e seus familiares.
Trata-se da segunda greve de grandes proporções enfrentada este ano pelo governador Jaques Wagner (PT), já que, em fevereiro desse mesmo ano, os policiais militares pararam por 12 dias. O caos do serviço público no estado baiano, acirrado pela ditadura do governo do Partido dos Trabalhadores, é gritante e a população e os servidores públicos, que conduziram esse partido político ao poder, estão dando conta que as ilusões, as maracutaias e as falsas promessas feitas pelo PT voltaram-se contra eles.
Em greve, os professores pedem apenas que o governo baiano cumpra o piso nacional de educação, que é de R$ 1.451. Para tanto, é necessário que a salário atual seja reajustado em 22,22%, percentual determinado legalmente. Até o momento, cerca de 5.210 professores com formação em nível médio ainda têm salário de R$ 1.187,90, piso extinto desde o mês de dezembro do ano passado. Entretanto, não se pode confiar em acordos com o governo do PT porque ele não os cumpre. Leia mais
Do G1
Professores do Estado da Bahia e da rede municipal de Salvador fizeram paralisação de atividades nesta terça-feira (27). As duas redes têm, no total, cerca de 1,3 milhão de alunos e 45 mil professores.
Os professores da rede estadual reivindicam ressarcimento de 10,8% nos salários, referentes a perdas ocorridas durante o processo de criação da Unidade Real de Valor (URV), na transição do cruzeiro para o real, em 1994. Leia mais
A Secretaria Executiva Nacional Provisória eleita no CONCLAT divulgou nota condenando as declarações do presidente Lula que desrespeitam o direito de greve e atacam grevistas e sindicatos dos trabalhadores. Confira:
Em discurso reacionário, Lula desrespeita o direito de greve e ataca grevistas e sindicatos dos trabalhadores
No último dia 16 de junho, a Agência Brasil divulgou declaração em que o Presidente Lula faz duras críticas aos movimentos grevistas, da mesma forma que um dia os patrões e os militares fizeram a ele e aos movimentos de luta da época da ditadura militar. O fato aconteceu durante mais uma das muitas solenidades eleitoreiras para a sua candidata Dilma Roussef. Leia mais

Foto: Raíza Rocha
Reunidos em assembléia na tarde de hoje, 17 de junho, os professores da UNEB deliberaram pelo fim da greve. Após discussão, os presentes avaliaram que esta decisão seria um recuo estratégico diante de uma conjuntura desfavorável. No entanto, todas as intervenções reafirmaram a necessidade de dar continuidade as mobilizações para exigir do governo o atendimento da pauta de reivindicação. Leia mais